domingo, 3 de abril de 2016

José e os recomeços


Engraçado ver que a história de José começa muito cedo, aos 17 anos, e que sua guinada só se dá 13 anos depois, aos 30, como governador do Egito.
Gosto de pensar em José como alguém paciente, de coração nobre e muita fé. Foi capaz de perdoar os irmãos e recebê-los com dignidade, mesmo depois de tanta dor. Tratava os presos com fraternidade; era fiel ao patrão e, por conseguinte, só podia ser fiel a Deus também.
José é aquela dica de Deus quando estamos prestes a perder as esperanças: "Ei, João...ei, Maria...ei, Manézin...olha o que eu fiz com José, mesmo quando tudo parecia perdido pra ele".
E como parecia!
E quantas vezes pareceu!
José se tornou (ou melhor, Deus o tornou) um especialista em recomeços. Quando, ao ler a história dele, você pensa: "ah! agora vai!"..... o jogo vira e ele se vê obrigado a recomeçar. A confiar de novo.
Ele não tinha outra opção. Injustiçado pelos homens, ele só podia recorrer ao Justo Juiz.
Certa vez ouvi uma máxima que me sustenta até os dias de hoje: o melhor lugar para se estar é o fundo do poço porque de lá você só pode olhar em uma direção - o alto.
E foi o que José fez.
E é o que sigo fazendo.

“Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita na eternidade, o qual tem o nome de Santo: habito no alto e santo lugar, mas habito  também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e vivificar o coração dos contritos”. 
Is 57:15
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