segunda-feira, 11 de abril de 2016

Como tirar a selfie perfeita



Dia desses, eu surfava tranquilamente nas marolas da Internet quando me deparei com um fenômeno interessante. Ele começou de forma despretensiosa. Simples, até. E cresceu.
Fotos e mais fotos de almoços saudáveis, manhãs na academia e fins de tarde perfeitos em alguma praia paradisíaca. Além, é claro, do flash com o cara dos sonhos.
Celebridades (e as chamadas sub celebridades também) lotam as redes com mantras para o alcance da vida feliz.
"Coma isso...compre aquilo...faça cinquenta mil séries e terá esse tanquinho...", dizem. E, a cada novo comando, cresce uma indústria que movimenta bilhões ao redor do mundo e rende, até mesmo, a perda e milhares de almas: a indústria da solidão.
Ao ver tais estilos de vida estampados em nossas time lines, pensamos que a nossa vida não é assim tão boa e que isso é injusto. E que o mundo é injusto por não sermos felizes como eles.
Estamos buscando, cada vez mais, algo que nos preencha do enorme vazio que sentimos.
Fazendo um paralelo não lá muito científico: pense no homem como se fosse um pen drive. Por fora, cabe na palma da mão mas, por dentro, onde não se vê, seu espaço é imenso, comportando arquivos de tamanho considerável. Agora, indo um pouquinho mais longe, pense nesse ".exe", nesse arquivo, como se fosse Deus. Só um pen drive de grande capacidade para aguentar um programa desses. Esse pen drive é você. Ele nos fez do tamanho exato do Seu grandioso Espírito. Não existe outro dispositivo no universo que O comporte, pode procurar.
Agora, imagine você, tentarmos preencher esse espaço com imagens de paisagens, pessoas e estilos de vida milimetricamente calculados? Ou com o emprego dos sonhos? Ou com a pessoa amada? Acho que sobra um espacinho aí, não?
Não há receita para curar o buraco no peito, ou remédios para o vazio interior. A solidão incessante não vai desaparecer como num passe de mágica. O casamento dos sonhos não resolve. Viagens também não. O corpo perfeito, então.....xiii...passa longe!
E aí ficam as perguntas: o que há de real nesse universo paralelo das redes sociais? Será que tudo aquilo não foi pensado para te manter dentro da caixa?
Não se distraia com o sentido de existência criado pelo mundo porque o melhor objetivo de vida ainda é conhecer Quem nos criou.


"Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento."
Ec 1;4

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