terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Quanto custa meu 2017?

Se alguém não quiser trabalhar, também não coma. 



Você já se deparou com alguém que diz que você tem muita coisa ou que você teve sorte na vida?

Pois é! Assim somos nós hoje: valorizamos o ponto final, mas não a estrada. Olhamos o quanto cada um tem sem saber o quanto de esforço foi empregado para se conseguir aquilo. A mídia se preocupa em expor resultados, sem valorizar o caminho que foi percorrido para se chegar à benesse que se tem.

A juventude está perplexa e estática, cheia de sonhos que jamais se tornarão realidade simplesmente por sonharem sem pensar no caminho que precisa ser percorrido até a sua realização. Sonhos não se fazem sem projetos e, ambos, precisam de uma garantia para acontecer, já disse o teólogo Ed René Kiwitz.

Agir, esse é o segredo para o sucesso. Não ficar parado. O inconformismo vazio que apresentamos hoje não nos levará a nada senão a um vortex de questionamentos inúteis, sem respostas. E isso, ao fracasso! A bíblia, no livro de provérbios, diz: “Não ame o sono, ou você acabará ficando pobre; fique desperto, e terá alimento de sobra.” (Pv 20:13).


Para um futuro de sucesso, não coma lentilhas! Plante lentilhas, colha lentilhas e venda lentilhas! Fico hoje com as palavras do poeta modernista espanhol Antonio Machado em um de seus escritos que diz: “Caminante, no hay camino, se hace camino al andar.” Ande, projete e alcance. Faça seu caminho, caminhando.

Por Adson Passos
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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Descanse!

“Trabalhe seis dias, mas descanse no sétimo; tanto na época de arar como na da colheita.”
Êxodo 34:21

“pois todo aquele que entra no descanso de Deus, também descansa das suas obras, como Deus descansou das suas.”
Hebreus 4:10


Vivemos dias de correria em que agendas nos engolem, ainda que não as tenhamos para anotar nossos compromissos.
Vivemos dias de agitação: do corpo físico e da alma.
Damos tanto valor a tantas coisas e gastamos tanto tempo com tantas coisas que, ao final, o próprio tempo leva.
Lembro do poeta em Roda-Viva, lançado em 1968, falando que “o samba, a viola, a roseira um dia a fogueira queimou. Foi tudo ilusão passageira que a brisa primeira levou.
Investimos nosso bem mais precioso, o tempo, em busca de felicidade, valorizando coisas e desvalorizando pessoas, polarizando vidas, sequer tendo noção das muitas vezes em que as destruímos.
Uma máxima religiosa oriental versa sobre os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde; por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro; vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido."
A bíblia me ensina a trabalhar. O apóstolo Paulo dizia “aquele que não trabalhar, não coma” (2 Tessalonicenses 3;10). Mas também me ensina a descansar.
Como é bom descansar e buscar paz em meio a tanta guerra e dissabor.

Talvez uma boa dica para começarmos seja descansar à sombra do Onipotente, como diz no salmo 91. Quanto mais nos afastamos daquilo que faz a sombra, menos sombra temos. Quanto mais nos aproximamos, mais sombra. Aproxime-se de Deus e desfrute da paz e do descanso que Sua sombra oferece.

Por Adson Passos
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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Ano novo, homem velho?

“Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade.
Tudo posso naquele que me fortalece.”

Queridos,

O ano quase se finda e o que fizemos com ele?
Mais um ano Deus nos deu. Quantas vitórias, quantas derrotas, quantos “SIM”, quantos “NÃO”, quantas curas, quantas mortes, quantos alívios, quantos apuros…
Ao longo dessa semana ouvi alguns relatos de irmãos em Cristo falando em “um novo ano”, “um recomeço de Deus”, associando tal “recomeço" a bençãos e coisas boas que Deus tem oferecido nos últimos dias.
Hoje o país está enlutado pela perda de seus jogadores do Chapecoense, parentes, jornalistas, tripulantes de um vôo que quase chegou ao seu destino, mas não chegou.
Fico me perguntando como estão os nossos irmãos em Cristo que perderam filhos e parentes nessa tragédia. Fico pensando como será o novo ano e que expectativas os mesmos terão para 2017. Como será? Será então um ano velho, cinza, com cheiro de flores de cemitério? Ou será um ano novo, de alguma outra cor, com cheiro de perfume que os traga boas lembranças? A resposta é: depende.
Depende de como trilhamos os nossos caminhos e em quê nossa fé está pautada. Claro que ter fé e estar em Cristo, no sentido literal da palavra, não nos livra do entristecimento, já que estar em Cristo não nos livra dos dissabores da vida. Veja o que diz o Eclesiastes:

“Por mais que um homem viva, deve desfrutar sua vida toda. Lembre-se, porém, dos dias de trevas, pois serão muitos. Tudo o que está para vir não faz sentido.”

Tenho medo da moda atual, sem querer ser pessimista, de associar tudo que Deus dá como algo bom, de entender benção como sinônimo de algo legal, sempre.
Se associamos Deus às bênçãos que Ele nos dá, dificilmente ficaremos com Ele para sempre pois não teremos maturidade para entender que passamos por dias difíceis também. Resta-me lembrar de Jesus que disse que passaríamos por dias maus, que deveríamos ter bom ânimo pois Ele havia vencido o mundo. No mesmo verso, em seu início, Ele já começa explicando: “digo isso para que vocês tenham paz.”
A paz do Senhor não depende de circunstância, depende de Deus, de estarmos perto Dele, afinal, Ele venceu o mundo. Condicionados a viver correndo atrás de bênçãos, de fazer de Deus o nosso caixa eletrônico, onde eu deposito orações (como se fosse meu cartão magnético) e saco as bençãos (como eu saco dinheiro), me faz trocar de deus, assim como eu troco de caixa eletrônico quando o mesmo não me dá o dinheiro que quero.
Max Lucado fala que Deus nunca disse que a jornada seria fácil, mas que a chegada valeria a pena.
O Apóstolo Paulo aos Filipenses no Capitulo 3 diz que “o viver é Cristo e o morrer é lucro”, ou seja, eu vivo crucificado com Cristo, vivendo como Ele viveu e quando eu morrer…Ah, quando eu morrer! Chegarei ao prêmio da minha caminhada: o chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.
Caminhar com Cristo: essa é a essência do evangelho verdadeiro. Fazer do Espírito Santo a nossa rotina: esse deve ser o nosso alvo. Esperando o dia em que nos encontraremos com os santos lá na Glória.
Que em 2017 tenhamos um alvo: Jesus, nada mais!
Que Ele seja o conforto das famílias enlutadas, a esperança do porvir, de dias melhores mesmo no pico, mesmo no vale….Com Jesus, tudo vale!


Feliz 2017!

Por Adson Passos
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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Uma só vida

Resultado de imagem para o homem bicentenárioCerta vez, ouvi que algumas coisas são questão de fé e tive medo.
Medo de deixar de crer pois, se tudo que existe é e foi conforme a fé, o que existiria em mim se eu perdesse a minha?
E mais: eu poderia perder a fé em Deus, na vida, nas pessoas??
Questões profundas demais.
O filme "O homem bicentenário" conta a história de um robô que queria ser homem.E ele fez de tudo para o ser: pesquisas científicas, mudanças físicas, estudos de arte e cultura....Ele empregou todo seu tempo e esforço na tentativa de ser algo que não era.
E lá pra umas tantas, nosso herói se depara com um dilema. Ele já tinha tudo o que um verdadeiro humano poderia ter - amor, família, conhecimento. Mas algo lhe faltava. Algo que apenas os homens de verdade têm e que não se pode obter em laboratório: a mortalidade.
Ele, na condição de máquina, não morria. E não morria por não ser alma vivente, mas apenas um simulacro de inteligência superior.
Ele se deparou com o grande mistério da humanidade. Ele se deparou com o eterno.
Não sei se você, leitor, crê. Não sei ao menos em que você crê. Mas o grande ponto que percebi no filme era justamente a crença.
A crença em algo que ninguém conhece, que ninguém vê e, portanto, ninguém sabe se existe.
Além disso, ele me ensinou que, não importa o quão longe cheguemos em conhecimento e conquistas. Ao final seremos você e eu diante da eternidade (a cereja no bolo que nos faz únicos, especiais, diferentes).
Pesquisa recente mostrou que o homem já nasce pré condicionado a acreditar em Deus. Deixar de crer nisso, é deixar de crer em si, em sua própria existência.
E não acredite que fé se perde, ou que pode morrer. Assim como o amor, ela é uma plantinha que precisa ser constantemente regada. Está aí, dentro de você. Regue de novo. Você nasceu pra isso.

 

P.s.: como o PPR também é cultura, esta autora super recomenda o filme citado. Além de ser com o saudoso Robin Williams, fez vaaarios ciscos caírem nos olhos desta que vos fala.
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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Um Deus biólogo


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João 15:1 diz que Jesus é a videira e o Pai dele o agricultor. Existe uma metáfora com conteúdo biológico intenso nesta passagem onde Jesus explica quem Ele é em relação ao seu pai; onde Ele mora (eu imagino um jardim) e quem somos nós neste relacionamento. 
Engraçado lembrar que somos ramos da videira e que não produzimos nada longe dela. Ou seja, se estamos longe de Jesus (videira) somos galhos secos, gravetos, matéria prima para fogões de lenha ou forno de pizza….nada mais! Ah, mas se estamos ligados em Jesus, somos galhos, ramos, com a mesma composição da videira e damos os frutos que a videira produz! 
O fruto é da videira mas vem ao mundo através de nós, os galhos. Somos, como galhos, tão parecidos com a videira que damos o fruto que ela dá! Só produziremos algo útil nesse mundo quando tivermos a mesma composição de Jesus… quando a seiva que corre no nosso floema for a mesma seiva que corre no floema de Jesus. No jardim de Deus, onde você está? Como você está? Você tem sido ramo fértil ou galho seco? Em outras palavras, você tem estado conectado em Jesus ou longe dele, sem sua seiva elaborada, sem vida? Não se deixe enganar pelo dia-a-dia e lembre-se que além de ser ramo, precisamos florescer e ser pólen….pois quando o vento do Espirito Santo passar nesse jardim, você poderá sair por aí, espalhando Deus por esse mundo, sendo frutífero e fecundando vida num mundo onde há muita morte e desilusão.

Colaborou Adson Passos
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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Santidade x Sanidade



Impressionante como uma letra (letra T) consegue transformar algo muito mais físico do que espiritual para algo muito mais espiritual do que físico. Pensava eu nesse conceito e nessa frase pois somos levados a viver um cristianismo são, desenvolvendo uma vida santa; um conceito religioso ponderado tanto para meu corpo quando para minha alma! Equilíbrio, bom senso!
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), saúde não é ausência de doença mas um estado completo de bem estar físico, mental e social. Segundo, John Wesley, Santificação é a vida de Deus na alma do homem. 
Hoje, na medicina moderna, não mais buscamos sanidade (estar são) para termos boa qualidade de vida mas, também, para termos boa qualidade de morte, visto que como se morre, em geral, depende de como se viveu. 
No cristianismo moderno, e também no antigo, fala-se que buscamos santidade para viver bem e morrer melhor, lembrando que para o cristão a morte não é um fim, mas um começo.
Percebemos que não se pode dissociar a ideia de Santidade e Sanidade. Como cristãos, não podemos aceitar nada menos que ser santos e sãos: de alma e de corpo. 
Precisamos ser santos e sãos para cumprir aqui na terra o chamado que Deus nos fez. Talvez essa seja a hora de investirmos em Santidade, cultivando o tempo com Deus e em Sanidade, cultivando o tempo com as boas práticas que levam à saúde do corpo como dormir bem, comer bem e praticar exercícios físicos. 
Vamos cuidar do corpo tão bem quanto cuidamos da alma? Vamos emagrecer? Vamos ao médico saber se está tudo bem? Vamos cuidar do “templo do Espírito?” 
Eu preciso disso, e você?
Que Deus nos ajude a não pensar que o jeito em que estamos é normal! 
Que Deus nos ajude a entender o que Wesley falou quando disse que é preciso ter culto na vida para ter vida no culto….Isso é fácil? Não! Impossível? Também não!!

Por Adson Passos
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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Não somos órfãos!



No último domingo vivenciamos o dia dos pais. As redes sociais estavam repletas de fotos de filhos com seus pais. Alguns vivos outros já mortos. Mas também estavam repletos de lamentos por aqueles que sequer conheceram seus pais.
Em mateus 6: 9, Jesus nos ensina a orar. E aqueles que afirmam que orar é falar com Deus estão certos. Deus-Pai! Jesus nos apresenta Deus como pai logo nas primeiras palavras desse verso: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estais nos céus…” A palavra pai usada originalmente foi “Abba” que significa, segundo a tradição judaica, uma palavra que as crianças pronunciam, ainda sem saber falar direito, para se referir aos seus pais….em nossa língua imagine uma criança no seu primeiro ano de vida falando algo do tipo: “pa” ou “papá”, algo que quando pronunciado faz o pai vir correndo ao seu encontro.
Bem isso que Jesus quis dizer: chame seu pai como se você nem sequer soubesse pronunciar seu nome, como se você não o conhecesse profundamente (afinal, o que uma criança de um ano conhece seu pai em profundidade? Ela sabe a profissão do pai? Ela sabe onde ele nasceu? Quanto ele ganha?). Chame seu pai sem conhecê-lo, mas chame! Chame seu pai mesmo não sabendo de onde ele vem, mas sabendo que se você chamar, ele vem! E ao chegar perto de ti, te dará um abraço, um abraço de amor. Um abraço de rendição e segurança que faz o tempo parar e nunca mais querermos sair de lá!

Por Adson Passos

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